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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

QUANDO SE DEVE INICIAR UM NAMORO CRISTÃO?


Por Letícia Aires

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.”       Provérbios 18:22

   Infelizmente a maioria dos namoros cristãos não tem o padrão bíblico, isso ocorre, pois a visão que temos hoje de relacionamento é o que a mídia passa, o que a cultura e a sociedade transferem. Com isso, a igreja é bastante afetada e começamos a achar que tudo o que vemos por ai é normal, mas, tudo é anti-bíblico.
   Quando se deve começar um namoro? Essa é a grande questão da igreja, mas para o mundo isso não importa, para eles o namoro começa quando é despertado o desejo e observamos que cada vez mais cedo isso está acontecendo. Já um namoro cristão deve começar quando:

         I.            O jovem é HOMEM, ou seja, quando ele tem maturidade, equilíbrio emocional, responsabilidade e tem condições de sustentar um relacionamento.
“Quem anda com sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mal.” Provérbios 13:20
Uma forma de se tornar maduro é andando, conversando e compartilhando assuntos com pessoas mais velhas. Atualmente são poucos os jovens que querem conselhos de adultos. Agora pergunto: Pode um cego guiar outro cego? NÃO. Então, um jovem não pode aconselhar outro jovem, peçam ajuda e conselhos aos mais velhos.
       II.       Tem que ter o propósito do matrimônio. Se você que está namorando não tiver esse propósito, qual o proveito do namoro? Satisfação carnal. Em toda a Bíblia o homem encontrou uma mulher para casar, sem nenhum outro proveito, mas para se unir a ela no matrimônio. A maioria dos jovens diz que não quer pensar em casamento para não ter responsabilidade, me desculpe, mas nem comece um namoro.
    III.      MENINAS, o homem que tem a iniciativa do namoro, não a mulher. Infelizmente vemos até dentro da igreja que esse conceito inverteu-se, são as mulheres que estão atrás dos homens.
          Leiam por favor, Provérbios 7.
          Temos que ser discretas, mulheres de oração e ai o homem vai se interessar por essas características, não pelo seu corpo e muito menos pela sua beleza.
    IV.   Depois dessas etapas entramos no período de oração, pois, devemos ser orientados pelo Espírito Santo.
      V.     Pedir a aprovação dos pais. Alguns podem achar ultrapassado, mas você é homem e tem que assumir sua posição e suas responsabilidades.
        “Ouvi filhos a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento.” Provérbios 4:1
    VI.     Tem que ter o respaldo da liderança, o Pastor tem que abençoar.
       “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”  Hebreus 13:17
Esse sim é um relacionamento saudável, bíblico, debaixo da benção de Deus.
Infelizmente 98% dos casais fazem relação sexual antes do casamento. Mas sigam um namoro bíblico que você vai ter orgulho de fazer parte dos 2% que não fazem relação sexual antes do casamento.
 
 

O LIMITE DA BORDA

Por Marcos Botelho


Vivemos em uma época de decisões radicais. A todo momento o dinheiro, o status social, o alto cargo no trabalho ou até mesmo os estudos cobram dos jovens que abram mão de seus princípios e valores cristãos em prol de uma vida de sucesso.
Ainda na adolescência vemos as melhores faculdades e seus vestibulares escravizando milhares deles, os quais, no anseio de um futuro melhor e com mais conforto, se esquecem de viver uma vida equilibrada espiritual e socialmente para conquistar os seus objetivos.
Quando estão na faculdade, boa parte dos jovens pula para o outro lado. Querem curtir a vida ao máximo e acabam perdendo a direção. Sem contar que não conseguem entregar os trabalhos e deveres e, muitas vezes, usam de vícios corrompidos do sistema universitário para alcançar o sonhado diploma.
E quando o diploma vem isso não passa. Começa a etapa de conseguir um emprego, de traçar uma carreira e de adquirir estabilidade financeira. Essa pressão que força o jovem a fazer um pouco mais, se quiser ser feliz, aumente e reclama sempre mais dele, de uma forma que não acabam nunca as exigências.
O mais triste é vê-los negociando os seus princípios com o seguinte discurso: "Vou fazer isso só por um tempo, para conquistar tal coisa, mas quando eu conseguir o que desejo, voltarei a viver o que aprendi como cristão".
Como se pudéssemos manipular nossos valores!
Isso me faz lembrar de um pai que estava tentando ensinar seu filho de 4 anos a nadar. Além do pai, no que mais aquela criança confiava era na borda da piscina. Mesmo sendo uma criança, sabia que enquanto segurava a borda estava segura de se afogar. Ao ver o pai no meio da piscina chamando-a, depois de um bom tempo, o menino decidiu se arriscar e "nadar" em direção a ele. Foram três braçadas sem sair do lugar até o pai agarrar o menino, que bebeu bastante água. O choro foi inevitável e naquele dia ele não largou mais a borda da piscina.
Qual o limite da borda? Será que existe um limite?
Ouvi a muito tempo uma ilustração sobre o inferno que nunca mais saiu da minha cabeça. O pregador falava que o inferno era uma piscina sem fundo, na qual a gente nadava em direção a borda para tentar descansar e parar de se afogar. Porém, cada vez que alguém se aproxima da borda, esta ia se afastando da pessoa e isso se repetia de forma angustiante e sem fim, em um desespero eterno.
Assim é quando acreditamos que podemos abrir mão de nossos princípios e valores cristãos. É um caminho pequeno de ida e gigantesco de volta. Simplesmente porque a borda não para de se distanciar.
É nítido ver esse distanciar do caminho de volta no discurso do jovem quando ele diz: "Só mais esse mês", E depois "Só mais esse ano". E assim se passa uma vida. Negociar os princípios do evangelho é largar uma borda que se distanciará cada vez mais de você.
Oro para que a mensagem de Jesus Cristo faça parte de quem você é e de quem eu sou. Que seja algo indissociável, que nunca entra em discussão. Se assim for, as oportunidades que estão fora desses valores não serão encaradas como oportunidades, e sim como tentações.


Revista Ultimato. Julho-Agosto, 2012. Altos Papos, p 58.

Fonte: Geração Mais[+]