domingo, 21 de agosto de 2011

1º Encontro pedagógico




Ensinar é um tremendo desafio. Ensinar é um privilégio. Ensinar é responsabilidade da igreja local. Boas igrejas investem no treinamento de seus professores.
Pensando nisso, domingo, 21 de agosto de 2011, será um dia especial para a Igreja Assembléia de Deus em Taquaritinga do Norte - Pe. Acontecerá o 1º Encontro pedagógico da Escola Bíblica Dominical.
O evento acontecerá no 'CAIC' das 14 às 16 hrs. Neste encontro acontecerá a primeira capacitação para professores da EBD. O objetivo desta capacitação é o aperfeiçoamento dos professores para um melhor desempenho do ensino da palavra de Deus.
Ele atende a professores de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Nele estudaremos como o professor deve se preparar para está diante da classe como também a importância da linguagem verbal e corporal e sua vida de exemplo.

Agradecemos a Deus em primeiro lugar. Também agradecemos ao nosso pastor Ronaldo Sales pelo apoio que a Escola Bíblica Dominical está tendo para seu melhor desempenho. A nossa Igreja só tem a ganhar com investimento em educação e o nome do Senhor é glorificado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Professor repelente X professor atraente

Sua postura antes, durante e depois da aula define a que grupo você pertence


A Educação Cristã é um departamento que enfrenta tempos difíceis. Isso porque educar tem se tornado a mais complicada tarefa para o ser humano. Com o passar dos anos, os nossos alunos vêm adquirindo comportamentos que deixam os educadores preocupados e até com muitas dificuldades para realizar sua função.

Hoje, ensinar adolescentes tem sido um desafio para grandes mestres e professores de vasta experiência na área. Mesmo assim, o resultado não tem sido satisfatório. O maior obstáculo enfrentado por todos os ensinadores é descobrir os anseios, desejos e problemas da adolescência, alcançando a mente e o pensamento desse grupo.

A indisciplina dos nossos alunos adolescentes tem deixado muitos professores sem vontade de ensinar, desestimulados e enfraquecidos na sua prática. Dizer que esses problemas não acontecem na nossa querida Escola Dominical seria negar uma verdade tão evidente. É certo que na área secular os problemas são maiores e mais complexos, mas precisamos estar alerta com relação às dificuldades já enfrentadas no ensino da Palavra de Deus, principalmente nas classes de crianças e adolescentes.

Neste artigo, gostaria de destacar, entre os diversos tipos de professores de adolescentes, os dois mais notados entre os docentes da Escola Dominical: O Professor Repelente, que tem uma prática reprovada e sem sucessos; e o Professor Atraente, que, por sua vez, é dinâmico tendo uma prática exemplar.

Para compreendermos melhor esse tema e refletirmos juntos, vamos estabelecer um paralelo entre os dois tipos de professores acima mencionados.

Professor repelente

Não gosta dos alunos
– o professor repelente não demonstra interesse em conhecer o seu aluno, não permitindo aproximação. Parece não apreciar as atitudes e maneiras de ser dos adolescentes. Não permite diálogo com a classe e mostra-se sempre distante deles, assumindo uma atitude crítica, não proporcionando a oportunidade de ajudá-los a ter desejo e gosto pelo aprendizado. Um professor com essas características não consegue cativar a classe e acaba imprimindo nos seus alunos muito desinteresse para as próximas aulas.

Vive desatualizado – ele é descomprometido com a atualidade. Não lê jornais, revistas ou livros atuais; não busca novas notícias e não proporciona oportunidade de discutir com os alunos sobre os acontecimentos de sua época.

Além disso, vive sem noção do tempo, espaço e informações. Agir assim é demonstrar-se incapaz de ensinar, é permanecer despreparado para desenvolver qualquer habilidade na área do ensino da Palavra de Deus. Afinal, ele não estuda a própria Bíblia.

Permite indisciplina – sua maneira de ser gera alunos indisciplinados, pois o próprio professor contribui para isso. Ele acaba transformando sua autoridade e domínio de conteúdo e classe em desorganização e desrespeito. A indisciplina deixa a aula sem objetivos e propósitos, reduzindo as chances de o aluno aprender e atrapalhando o processo ensino-aprendizagem. Quando tolera a indisciplina em sua aula, o professor incentiva o desrespeito e estraga o relacionamento professor/aluno, levando também à desorganização das etapas do planejamento e do desenvolvimento das atividades necessárias àquela aula.


Não planeja aulas – o professor que não se prepara para dar aula está desrespeitando seus alunos. E podemos considerá-lo sem vocação para tal ofício. Sem o preparo adequado da aula semanal, é impossível haver ensino e, consequentemente, aprendizagem e mudança de vida e comportamento, o que deveria ser o alvo de todo professor de ensino das Escrituras. Essa maneira de ser do docente deixa o adolescente sem vontade de voltar na próxima aula.

Não utiliza recursos didáticos – trabalhar com adolescentes exige obrigatoriamente o uso de recursos didáticos. Os jovens gostam de criatividade, surpresa, movimento e dinamismo. Já o professor repelente não sabe motivar sua classe de Escola Dominical, pois geralmente não apresenta nenhuma novidade. Ele não usa dinâmicas ou qualquer atrativo para mudar o estilo de sua monótona aula. Na maioria dos domingos, apenas lê a lição, tornando a aula muito cansativa. Um professor assim, sem estratégias e recursos, deixa seus alunos apáticos e dispersos durante a aula.

Professor atraente

Conhece e gosta dos alunos – os adolescentes apreciam uma boa conversa. A comunicação com colegas de sua idade é algo fundamental para torná-los preparados para participar e aprender. O professor atraente conhece seus alunos e chama-os pelos nomes. Sabe as necessidades deles e procura conversar e dar atenção a cada um, o que é imprescindível no processo ensino-aprendizagem.

Ele gosta dos alunos como eles são, com as dificuldades, jeito de falar, escrever ou se vestir; convive com as diferenças deles. Esse tipo de postura favorece o diálogo com a classe e possibilita conscientizá-los a mudar de atitudes. Gostar deles é fundamental para envolvê-los nas atividades da aula e obter sucesso pedagógico.

Planeja positivamente aulas
– planejar com prazer as aulas é garantia de que sabe o que vai ensinar. O professor atraente prepara as lições com amor, a fim de conseguir a participação de todos no desenvolvimento das atividades. Ninguém pode ensinar o que não sabe. Por isso a preparação do professor envolve estudo minucioso. Fazer com que todos aprendam deve ser seu permanente objetivo. Assim o professor, além de estudar, busca aperfeiçoar seu trabalho; procura estar sempre atualizado por meio de leituras e pesquisas; tem domínio do conteúdo; sabe ouvir as dúvidas, sugestões e críticas reconhecendo o que há de bom em seus alunos; e busca diversificar e estimular suas aulas, transformando teoria em prática e estabelecendo uma boa liderança como um professor competente. Tudo isso é fundamental para elaborar e desenvolver um planejamento adequado.

Procura surpreender e cativar os alunos – adolescentes gostam de novidades, surpresas e atividades diferentes que tragam algo novo e divertido. O professor atraente procura renovar seus métodos saindo da mesmice e da rotina, trazendo para aula uma nova dinâmica, uma pesquisa, um joguinho bíblico ou um simples objeto que tenha relação com a aula ou apenas um cartãozinho de boas vindas ou agradecimento pela presença naquele domingo. Dessa forma, os nossos adolescentes ficam ansiosos para voltar na próxima aula e participar das atividades com prazer e vontade de aprender. Assim, como todo bom educador, os professores de adolescentes da Escola Dominical precisam sempre surpreender e cativar seus alunos.

Utiliza recursos didáticos
– O professor atraente utiliza vários recursos que podem ir de uma simples conversa ao uso diversificado da tecnologia para ilustrar sua aula, como vídeos, CD, DVD, pesquisas na internet, livros, revistas, jornais, fotos, figuras, etc. São pequenas técnicas de um professor criativo que desenvolvem no aluno o gosto de aprender e têm um valor extraordinário no processo de ensino. Para que eles aprendam, o mais importante não é utilizar grandes e sofisticados recursos, mas desenvolver atitudes de comunicação. Esses detalhes, às vezes, interferem grandemente na participação da turma e no alcance dos objetivos da aula. Adolescentes gostam de ler, pesquisar, falar, escrever, responder, discutir e argumentar. Portanto, o professor precisa trabalhar as aptidões que eles já têm e abrir oportunidades para que desenvolvam outras habilidades necessárias à vida cristã. Ajudá-los a adquirir bons hábitos e boas atitudes nessa fase é fundamental para o crescimento espiritual e a aprendizagem da Palavra de Deus. Usando o equilíbrio entre planejamento flexível, criatividade e organização, o professor terá como adaptar cada situação, aceitando os imprevistos e gerenciando o inesperado, se por acaso surgir.

Avalia para ensinar melhor – O professor atraente leva os adolescentes a aprender percebendo o próprio desenvolvimento, um processo que pode ser feito pela avaliação coletiva e a autoavaliação. Professor e aluno juntos, numa parceria de respeito e mútua ajuda, obtêm melhores resultados na aprendizagem. Jamais poderemos melhorar o processo de ensino da Palavra de Deus na Escola Dominical se não descobrir em que aspecto estamos falhando mais. E isso é feito na autoavaliação do desempenho do educador: suas atitudes em classe, a maneira de falar, o relacionamento com os adolescentes, as atividades desenvolvidas e a avaliação no final de cada aula e trimestre. É aqui que o professor descobre que não é o “senhor sabe-tudo”, mas é aquele que, com esforços, busca conhecimentos, aprende e se prepara para ensinar. É criando estratégias diversificas de avaliação para vários momentos da aula que o professor consegue melhorar o ensino.

Querido professor, refletir sobre a atitude e o desempenho de sua função no magistério cristão só lhe trará o bem. Não é em vão que os nossos mais renomados mestres sempre estão lendo e nos sugerindo bons livros nesta área que podem aprimorar nossos conhecimentos e nos capacitar cada vez mais para esse ofício tão árduo. Em que perfil você se encaixa: Professor Repelente ou Professor Atraente? Você sabe que ensinar para adolescentes na Escola Dominical é uma tarefa que requer compromisso e responsabilidade.

É tempo de analisar o que você está fazendo e como está conduzindo para o Céu os adolescentes sob sua responsabilidade. Saber como está contribuindo para que eles se tornem jovens convictos da salvação em Cristo Jesus é tarefa altamente gratificante. A maior recompensa desse trabalho é descobrir no futuro que nossos alunos tornaram-se grandes homens e mulheres usados por Deus, com uma vida cristã equilibrada, verdadeiros cristãos e mestres na Palavra de Deus. Isso é muito compensador!

Dicas para se tornar um professor atraente

É necessário conhecer e amar os alunos, zelar por suas vidas espirituais, ajudá-los a louvar a Deus e adotar uma vida cristã equilibrada; 

É necessário fazer com que o aluno descubra verdades por meio do próprio testemunho; é preciso motivar o aluno a pensar, a aprender com gosto e a trabalhar com amor, entre outras.

fonte: http://ebd-viva.blogspot.com

As particularidades de se ensinar aos adolescentes

Três pontos fundamentais para se obter sucesso em sala de aula

O adolescente vive uma fase de muitos sentimentos e emoções, onde ele expressa suas forças e fragilidades, sua inteligência e irreflexões, bem como suas necessidades de aprender muitas coisas proveitosas para o presente e futuro de sua vida. É uma busca constante que conduz o pequeno jovem a querer encontrar respostas para seus questionamentos infindos sobre vários aspectos da vida. Nesse momento da vida, os conceitos, os conhecimentos e os propósitos que traçarão o seu futuro podem ser definidos.

Muitos adolescentes, considerados pelos pais ou parentes como já tendo maturidade suficiente para tocar a vida sem a companhia de “gente grande” por perto, são deixados sozinhos na maior parte do dia para cuidarem de suas próprias vidas e, às vezes, dos irmãos menores. É aí que está o perigo, pois empurrar os pequenos jovens, ainda em vários aspectos indefesos, para as piores práticas já vividas por alguns. Quando fogem do controle dos pais, eles podem seguir muitos caminhos errados e permitirem que suas vidas sejam influenciadas de várias formas.

Ensinar adolescentes é um grande desafio, seja no lar, na escola pública ou particular, sejam as disciplinas da vida ou do curso, ou ainda a Palavra de Deus através da Escola Dominical. E a complexidade do problema aumenta a cada ano que passa. São vários os fatores que concorrem para o aumento da problemática da educação de adolescentes. Alguns desses fatores são a ausência dos pais na vida estudantil de seus filhos, as más companhias, a influência de alguns meios de comunicação, o despreparo de grande parte dos pais e professores, e por último a falta de perspectiva de vida da maioria de nossos pequenos jovens. Mas, qual deve ser a nossa atitude, como Igreja do Senhor? O que temos feito para conquistar os nossos adolescentes? Como temos contribuído para atraí-los para os caminhos do Senhor? Esses são questionamentos comuns que surgem quando contemplamos atitudes e comportamentos de muitos jovens adolescentes.

Neste pequeno ensaio, consideraremos três pontos fundamentais para a análise e abordagem do presente tema.


Conhecer o adolescente


As primeiras e as maiores crises enfrentadas pelos adolescentes começam no próprio lar com os pais, já que, infelizmente, eles não estão preparados para lidar com as mudanças pelas quais os filhos sofrem. Os pais têm dificuldades para tratar da adolescência, quando os filhos não agem como crianças, como eles estavam acostumados; nem têm atitudes de adultos, porque ainda não têm essa percepção. Portanto, a vida em família tem sua pior fase quando os filhos entram na adolescência, principalmente quando não existe Deus nos corações para controlar essa situação. É inevitável surgir os desentendimentos, discussões, brigas, e a vida se torna um tanto desagradável pela falta do conhecimento dos pais em lidar com seus filhos nessa nova fase de suas vidas.

Para nós, educadores, que prezamos pelas leis do ensino e abraçamos a responsabilidade de alcançar os nossos alunos com uma aprendizagem de qualidade, a todo instante descobrimos a importância que tem o conhecimento desse ser humano que cresce e aprende. Como ele vive? Quais as suas perspectivas e propósitos para o futuro? Quais são seus anseios? Quais suas reais necessidades? E, finalmente, quais suas carências afetivas? São perguntas que precisam ser respondidas por quem tem a responsabilidade de ensinar e educar adolescentes.

Necessário se faz estudar a vida do adolescente, as situações comuns vividas nesse momento de sua vida, pois o conhecimento dos problemas enfrentados pelos nossos pequenos e novos jovens é fundamental para todos os educadores que desejam sucesso nesse aspecto da profissão. Educar adolescentes é diferente, exige estudo e preparação; do contrário, não seremos capazes de enfrentar com sucesso nenhum dos obstáculos que encontraremos pela frente.

Consideramos a adolescência a faixa etária mais complexa de lidar, conviver e ensinar. Por outro lado, os nossos queridos jovenzinhos estão vivendo os anos mais fáceis de absorver os conhecimentos de que dependerão por toda a vida. Aqui está a preciosidade de buscar conhecê-los e alcançá-los com o que há de melhor: os ensinamentos da Palavra de Deus.

Não podemos deixar escapar de nossas mãos uma oportunidade tão boa de ajudar os adolescentes a descobrirem as Verdades Sagradas. Conhecendo como vive e como se comporta o adolescente, facilitará, então, o desenvolvimento do nosso trabalho.

Para termos mais sucesso nesse ponto, podemos buscar ajuda dos familiares dos adolescentes, na tentativa de conscientizá-los de como é importante para a educação deles, nesse momento crucial de suas vidas, a parcela de contribuição de cada membro da família, especialmente o envolvimento dos pais. Assim, o adolescente se sentirá valorizado e os pais, recompensados pela resposta que receberão de seus pequenos jovens.


Aproveitar o seu potencial

Por estarem em processo de formação, especialmente no desenvolvimento mental, os nossos queridos adolescentes aprendem com muita facilidade. Aproveitar sua potencial capacidade de absorver e apreender os conhecimentos que lhe farão crescer tanto na graça como no conhecimento de Deus e das coisas boas que estão ao seu redor é papel fundamental, primeiramente dos pais e também dos educadores cristãos.

A adolescência é a fase onde acontecem as maiores mudanças da vida. Os questionamentos naturais da idade levam os adolescentes ao estudo, a pesquisa e a busca por respostas às suas muitas indagações. Eles gostam de participar de qualquer atividade que seja interessante; não gostam de estar parados, querem ler, falar, escrever, se movimentar. O certo é que eles sempre estão procurando o que fazer.

Precisamos aproveitar toda essa energia e talento desse ser humano em pleno desenvolvimento. Todo esforço em buscar desenvolver temas apropriados é válido e proveitoso. Adolescentes gostam de discutir e, consequentemente, aprender assuntos que dizem respeito às práticas de suas vidas, como relacionamentos, adolescência, namoro, saúde, profissões, amor, casamento, família, vida, morte etc. E quando levamos esses temas para discussões em sala de aula, nos sentimos gratificados com o resultado obtido, pois geralmente eles se empenham na exposição de suas ideias com muita competência. Não há coisa melhor do que vê-los aprender da forma como eles mais gostam!

O educador dessa faixa etária deve estar preparado para ensinar de forma produtiva, e jamais deverá deixar de estudar e pesquisar esses aspectos tão importantes para o desenvolvimento do seu árduo ofício. Aproveitar o potencial de absorção do conhecimento existente em nosso adolescente é cooperar com o desenvolvimento de toda sua vida.


Encontrar estratégias adequadas

O processo ensino-aprendizagem acontece quando conseguimos atingir a atenção e o interesse de alguém. E com os adolescentes não é diferente. Como ensiná-los a Palavra de Deus, em dias tão difíceis? É necessário descobrir estratégias adequadas para aplicá-las no momento certo. Precisamos adaptar e usar dinâmicas que envolvam a participação dos nossos jovens, conscientizando-lhes da necessidade de Deus na vida, de como dependem do Senhor para viver em paz em um mundo tão corrompido. Levar o adolescente à leitura bíblica, à pesquisa e ao estudo da Palavra são pontos fundamentais para que possam tomar gosto pelas Verdades Sagradas.

Em meio a tanta violência e ao envolvimento exagerado com equipamentos eletrônicos nessa era da comunicação rápida e fácil é que o adolescente vive, e se fascina com as facilidades e descobertas. O que podermos fazer como igreja ou como educadores que desejam investir esforços para envolvê-lo com as coisas espirituais? Todo esforço, seja da família, da igreja ou particular de nós, educadores cristãos, será válido para aproximar nosso adolescente de Deus.

Junto com toda a criatividade que devemos ter para ensinar essa turminha distraída com tantas coisas do mundo ao seu redor, que tentam desvirtuá-los dos caminhos do Senhor, precisamos como líderes bem preparados ter uma vida espiritual equilibrada com oração e testemunho, porque tais coisas certamente os nossos queridos adolescentes sempre buscarão em nós. Seguir o exemplo de um bom líder espiritual também é vontade deles.

Apresentando-lhes atividades interessantes, levando-os à discussão de temas com lições que podem ser aproveitadas para a prática do dia-a-dia de suas vidas cristãs, é possível alcançar muitos dos nossos jovens adolescentes com os ensinamentos da Palavra de Deus e fazê-los jovens de bom testemunho.

Nunca devemos dar como castigo aos adolescentes a leitura bíblica. Nada obrigado vai trazer-lhes algum ensinamento, mas só poderá causarlhes aborrecimento e desinteresse. Cada atividade proposta ao grupo deve ser apresentada inicialmente com um propósito. Os porquês, os benefícios, como e quando vai ser útil à vida do adolescente são questões cruciais a serem pensadas por cada pai e educador cristão. Precisamos saber o momento certo de utilizarmos os recursos didáticos apropriados para o ensinamento que queremos transmitir naquela aula, palestra ou situação de aprendizagem.

Nós, como educadores de adolescentes, devemos ser líderes determinados, corajosos, constantes estudiosos; devemos estar preparados para todas as situações adversas de nossa missão e buscar nos capacitarmos, lendo bons livros da área e também participando de cursos, palestras, congressos e seminários que possam contribuir de alguma forma para o nosso bom desempenho.

A verdade é que se não conseguirmos alcançar os nossos adolescentes e ganhá-los para o Senhor, o mundo os ganhará de nós, coisa que jamais devemos permitir tanto como educadores quanto como líderes e pais.

Verdadeiro desafio se nos apresenta: a educação de adolescentes nos moldes estabelecidos pela Palavra de Deus. No entanto, conhecendo melhor essa fase da vida, procurando aproveitar os potenciais conhecimentos de nossos adolescentes e formulando estratégias através das quais possamos alcançar as mentes e os corações de nossos pequenos jovens, estaremos no rumo certo da saudável educação de nossos alunos. Em nome de Jesus, ganharemos essa batalha! Ela é e será sempre nossa porque o Senhor está conosco! Amém!

Alderí Ribeiro de Moura Cruz é professora de Língua Portuguesa, coordenadora pedagógica de ensino na rede pública e é coordenadora do Departamento de Educação Cristã da Assembleia de Deus em Rio Branco (AC)

 Revista Ensinador Cristão - Ano 11 - Edição nº 43

EUA: 60% dos jovens não continuam na igreja depois do período escolar


Pesquisa mostra que o desenvolvimento da identidade cristã é fundamental para a criação de uma fé fortalecida


O que inicialmente começou como projetos de investigação sobre o êxodo dos jovens das igrejas depois do ensino médio e da faculdade se transformou em um movimento para ajudar a nova geração a prosperar em sua fé.

Aproximadamente apenas 40% dos jovens continuam na igreja depois da formatura, o que significa que 60% se desviam nesse período. Apenas 16% dos calouros da faculdade se sentem bem preparados pelos ministérios de jovens de suas igrejas para continuarem na igreja depois do período escolar.

O Instituto Juventude Completa, nos Estados Unidos, intitulou a ação de "Movimento Fé Fortalecida". O objetivo é ajudar os adolescentes a desenvolver e a não abandonar a fé.

Com muitos estudantes deixando sua fé durante a faculdade, o Instituto Juventude Completa abordou o sério assunto da pesquisa e começa a desenvolver um sistema operacional e recursos voltados aos grupos de jovens do ensino médio nos Estados Unidos.

O Instituto lançou a versão piloto de um novo currículo para fortalecimento da fé entre os jovens, com o objetivo de obter um feedback de pastores antes de liberar a versão revisada e completa no próximo ano.

O propósito da iniciativa é ajudar os alunos a desenvolver uma fé que faça parte dos seus pensamentos e emoções interiores, e pois isso também exteriorizada nas escolhas e ações.

Esses comportamentos incluem a frequência regular à igreja, leitura da bíblia, oração e o afastamento de comportamentos de risco, como o consumo de álcool.

Pesquisa realizada pelo Instituto revelou que os jovens não estão abandonando a sua fé por causa de um ambiente universitário hostil - como professores universitários e seus colegas que confundem suas crenças. O interesse na espiritualidade também não foi encontrado como uma ameaça à fé cristã.

Na verdade, de acordo com o professor associado de Sociologia na Faculdade de New Jersey, Tim Clydesdale, “o que muitos estudantes universitários estão fazendo, no entanto, é armazenar as suas crenças e práticas religiosas em um cofre de identidade”, explicou.

O Instituto mostra que o desenvolvimento da identidade cristã é fundamental para a criação de fé inabalável. Identidade, o instituto diz, é uma mistura daquilo que pensamos sobre nós mesmos e que os outros pensam e retratam de nós, o que inevitavelmente influencia, se não determina, as escolhas que fazemos e a forma como nos relacionamos com Deus e com os outros.

O novo currículo de ensinamento cristão do Instituto para os jovens oferece exercícios para os alunos pensarem sobre sua fé e a sua identidade e onde querem estar, particularmente na sua relação com Deus, daqui a um ano. Ele também aborda o problema de muitos estudantes universitários continuarem em uma igreja após a formatura.

O novo projeto foi criado após o Instituto lançar o Transition College Project, um conjunto de iniciativas que orientou mais de 400 grupos de jovens formados nos Estados Unidos durante a sua transição para a faculdade.

O objetivo do projeto foi compreender melhor a dinâmica da vida a partir da juventude, e identificar atitudes que os pais, líderes de jovens, igrejas e os próprios alunos poderiam seguir para a trajetória ao longo da vida de fé e de serviço a Deus.

Fonte: Christian Post

POR QUE VOCÊ VAI À ESCOLA DOMINICAL

POR QUE VOCÊ VAI À ESCOLA DOMINICAL


Se esta simples pergunta fosse feita por pastores, superintendentes ou professores de ED aos ex-alunos ou alunos em potencial, muita coisa boa poderia acontecer.

Mas, por qual razão tal pergunta não é feita? Vejamos algumas possibilidades:

- Medo de ouvir o que já se sabe;
- Acham que é obrigação de todo crente frequentar a ED, independente da qualidade do ensino e de outros fatores que contribuem de maneira favorável para o crescimento integral do aluno;
- Pessimismo. Pensam que mesmo com as respostas as coisas não poderiam ser mudadas na ED devido ao descaso da liderança maior (pastores ou superintendentes) para com a mesma;
- Falta de real interesse pelo bem estar dos alunos;
- Falta de compromisso e de zelo pela obra de Deus;
- Falta de treinamento, orientação e qualificação administrativa e pedagógica;
- Falta de uma verdadeira "chamada" de Deus para o ministério do ensino;
- Resistência às mudanças;
- Nunca pensou nisso;
- Espiritualidade equivocada. Acha que os problemas e as soluções serão sempre "reveladas" por Deus através de profecias, visões, do envio de um anjo ou coisas semelhantes a estas;

A capacidade de ouvir é uma das grandes virtudes de um líder.

Outros fatores poderiam ser listados, mas vamos ficar por aqui.

Digo sem medo de errar, que no contexto geral da igreja, há um número no mínimo igual ao de alunos matriculados na ED, que pelas mais diversas razões estão fora dela.

Em nome da "Síndrome da Gabriela" (eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim...) ou do "argumento falacioso (ou equivocado) dos marcos antigos", muitas Escolas Bíblicas Dominicais caminham de mal a pior.

Do alto de sua arrogância (ou ignorância), muitos líderes insistem na idéia de que o aluno sempre tem que se adequar a ED (horário, dia, estrutura, etc), e nunca a ED se adequa ao alunos e às novas realidades e desafios do mundo pós-moderno.

Mudar o próprio dia da ED, ou criar dias alternativos além do domingo é para muitos um "sacrilégio", uma "blasfêmia", um "pecado", mas nunca tentam fazer pelo menos como uma experiência, para ver se haverá um resultado satisfatório.

Inovar na prática docente e pedagógica é outro grande desafio. Boa parte dos alunos, principalmente as crianças, adolescentes e jovens, passam a semana experienciando aulas interessantes e inovadoras em suas escolas, para no domingo sofrerem diante de um professor despreparado, fossilizado e mumificado, que parou no tempo e no espaço. De quem é a culpa? Do professor que não busca a qualificação, ou da escola que não investe nele?

Sim, é preciso orar e buscar em Deus a direção, a sabedoria e a provisão. Mas, será que é sempre Deus que fará as coisas por nós? Não estamos um pouco (ou muito) acomodados?

Ouse perguntar!

Ouse ouvir!

Ouse agir!
 
Fonte: www.altairgermano.com

LIÇÃO 08 – IGREJA - AGENTE TRANSFORMADOR DA SOCIEDADE

Texto Áureo: Mc. 2.17 – Leitura Bíblica: Mc. 12.13-17; At. 2.37-41

Objetivo: Mostrar aos alunos que a igreja, seguindo a ordenança de Jesus, tem a missão de transformar a sociedade na qual está inserida.
INTRODUÇÃO
A sociedade, em virtude da sua condição de pecado, se apresenta como um desafio para a igreja cristã. Formos chamados por Jesus não para sair do mundo (Jo. 17.15), mas para fazer a diferença nessa sociedade corrompida, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), nas palavras de Paulo, como luzeiros no mundo (Fp. 2.15).
Na aula de hoje estudaremos a respeito do papel transformador da igreja da sociedade na qual está inserida. A princípio, definiremos sociedade enquanto objeto de estudo da sociologia. Em seguida, caracterizaremos a sociedade moderna e seus desafios para a igreja. Ao final, apresentaremos encaminhamentos para que a igreja faça a diferença na transformação da sociedade moderna.
1. SOCIOLOGIA E SOCIEDADE
A sociologia é a ciência que estuda a sociedade, sua origem remete ao humanismo e ao ceticismo do século XIX. A industrialização exigiu dos pensadores uma melhor compreensão da sociedade. Marx Weber (1864-1920) explorou, por exemplo, como a burocracia influenciava a nação-estado. Um dos pensadores que mais influenciou nessa área certamente foi Karl Marx (1818-1883). Marx defendia que a história humana é constituída pela luta de classes entre trabalhadores e seus empregadores na forma de se conduzir uma economia. A religião, no contexto vivenciado por Marx, fez com que ele a denominasse de “ópio do povo”. Augusto Comte (1798-1857) determinou o final da fase teológica e militar e propôs a existência do paradigma científico, denominado por ele de positivista. Durkheim (1858-1917) propôs um posicionamento moral da sociologia, distinto dos parâmetros religiosos, em virtude do seu descrédito. Recentemente, os estudos sociológicos de Zygmunt Bauman (1925-) apontam para a existência de uma modernidade líquida, que marca os relacionamentos na sociedade atual. A modernidade líquida se caracteriza pelas descartabilidade dos relacionamentos, caracterizados pela inconstância e instabilidade. A sociologia, enquanto ciência, apresenta formas distintas de perceber a sociedade. Em linhas gerais essa pretende descrever crenças e costumes de determinadas comunidades e como essas influenciam as práticas sociais. Algumas percepções sociológicas não necessariamente são anticristãs, elas, quando avaliadas à luz das Escrituras, podem contribuir para a explicação de determinados fenômenos sociais.
2. A IGREJA NA SOCIEDADE MODERNA
A partir das contribuições dos estudos sociológicos anteriormente mencionados, destacamos que a sociedade moderna é marcada pela industrialização tecnológica, diferenças socioeconômicas, cientificização, e por isso, se apresenta menos voltada à religiosidade e mais propensa ao ateísmo. As mudanças pelas quais a sociedade passou, em decorrência do positivismo, favoreceram a expansão do conhecimento, mas não diminui, na mesma proporção a pobreza e a miséria. Mesmo com a invenção de artefatos tecnológicos de comunicação, como a tv, a internet, e o telefone, as pessoas não conseguem dialogar em prol da paz. O desafio da igreja, por conseguinte, é o de responder às necessidades da sociedade com base nos princípios revelados na Palavra de Deus. Existem igrejas que deixaram de ser relevantes na sociedade, elas não conseguem mais salgar e muito menos iluminar a sociedade. Tais igrejas foram totalmente cooptadas pelo pensamento humano. Algumas delas pensam que estão testemunhando de Cristo, mas, na verdade, estão reproduzindo valores terrenos. Outras igrejas, por não serem capazes de refletir a luz de Cristo, estimulam um estilo de vida de isolamento, alienados das mudanças sociais. Essa alienação se concretiza em práticas que não se coadunam com os princípios cristãos, dentre eles destacamos: prosperidade material, consumismo exacerbado, desrespeito ao meio ambiente e naturalização da miséria. Jesus nos deixou o exemplo de como viver em sociedade. No Seu tempo, não se comprometeu com as agendas dos grupos vigentes: saduceus, fariseus, essênios e zelotres. Os saduceus estavam ligados ao partido político de Herodes, e dele tiravam proveito para se perpetuarem no poder. Os fariseus consideravam-se o exemplo maior de moralidade, não se misturavam com os pecadores. Os essênios fugiam para o deserto, a fim de não se contaminarem com as práticas mundanas. Os zelotes apregoavam e se envolviam na revolução armada, a fim de desbancar o governo romano. Jesus não se afinou com nenhum desses modelos de interpretação da sociedade, não se agregou a quaisquer desses grupos, antes fez opção pelos pecadores. Ele repreendeu a ambição pelo poder dos saduceus, reprovou o legalismo e a hipocrisia dos fariseus, viveu diferentemente do que apregoavam os essênios, e se opôs a revolução armada dos zelotes. Jesus, como exemplo para a igreja, pôs-se ao lado dos oprimidos e pecadores. Em resposta às críticas dos fariseus, respondeu: “Os são não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc. 2.17).
3. A IGREJA E A TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE
A igreja é uma agência de transformação da sociedade, mas essa não pode ocorrer de forma impositiva, é resultante de uma revolução amorosa. Existem muitos cristãos que querem transformar a sociedade por meio da força, essa estratégia, no entanto, resulta apenas em oposição contrária. Se quisermos ganhar essa sociedade para Cristo precisamos, primeiramente, compreendê-la, e, então, responder aos seus anseios com base na revelação bíblica, e, sobretudo, com amor. Em resposta à coisificação do ser humano, resultante da industrialização e tecnologização, que ver a pessoa apenas como mero objeto, o cristianismo precisa resgatar a dignidade da pessoa humana, independentemente da idade, seja no ventre da mãe ou nos últimos dias de vida. Para isso, deve assumir uma posição pró-vida, contra o aborto e a eutanásia. Em resposta a uma sociedade cientificizada, pautadada pelo ateísmo, precisamos mostrar, pela Palavra e pela própria ciência, que Deus é uma realidade e que dEle necessitamos, e também de obedecermos a Sua vontade, para o bem da própria sociedade. Em resposta à gritante desigualdade social, precisamos nos voltar para uma atuação política, não apenas assistencialista, a fim de melhorar a condição social imediata das pessoas, mas também, na transformação de estruturas sociais injustas, que se fundamentam no acúmulo irresponsável de bens e na expansão da miséria. O envolvimento político da igreja é legítimo, mas de nada adianta se for apenas para satisfazer os interesses de alguns poucos, que se beneficiam em detrimento da maioria que padece. Em resposta à modernidade líquida, a igreja precisa dar o exemplo, favorecendo a consolidação de relacionamentos estáveis, não só no casamento, mas também na esfera das relações eclesiásticas. Há igrejas em que as pessoas não se conhecem, apenas se aglomeram semanalmente. Os membros somente se encontram nas redes sociais de computadores, mas não se envolvem, não partilham as necessidades.
CONCLUSÃO
A igreja é, ou pelo menos deveria ser, agência transformadora da sociedade. Para tanto, faz-se necessário que essa seja relevante, que assuma sua condição profética. Uma igreja que anda de braços dados com o pecado não poderá denunciá-lo, que ama mais o dinheiro do que pessoas, não poderá propagar um estilo de vida simples, que investe em relacionamentos descartáveis, não poderá favorecer a formação de vínculos sólidos. A igreja do Senhor Jesus é, e sempre será, “coluna e firmeza da verdade” (I Tm. 3.15), age como Corpo de Cristo (Ef. 1.22,23; 5.23) e completa, na terra, a obra que o Seu Senhor já iniciou (Fp. 1.29; Cl. 1.24).
BIBLIOGRAFIA
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.
LYON, D. O cristão e a sociologia. São Paulo: Abu, 1996.
Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

LIÇÃO 08 – IGREJA - AGENTE TRANSFORMADOR DA SOCIEDADE

 Introdução


Transformar a sociedade por meio do Evangelho é a função da Igreja como agência do Reino de Deus. E nesse particular, ela tem desenvolvido bem sua missão na recuperação de pessoas que viviam nas drogas, delinquência, idolatria, etc, e que agora foram ressocializadas, tornando-se cidadãos de bem. O que é uma sociedade? um projeto original de Deus para ela? A Igreja deve assumir a função do estado? Como ela deve se relacionar com a sociedade e transformá-la? Essas são perguntas que estarão sendo respondidas nesta lição.