segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um retrato da juventude evangélica -- crenças, valores, atitudes e sonhos

Em 1968, o então jornal Ultimato, noticiando o aniversário de 17 anos da Mocidade Para Cristo, divulgou alguns dados da entrevista feita pela revista Manchete com estudantes universitários para reforçar “o já conhecido declínio da religião entre os jovens:

"Três em cinco universitários reconhecem que são menos religiosos que seus pais, 40% declaram pertencer à religião apenas por tradição e 69% deles julgam que a humanidade se afasta cada vez mais das ideias de Cristo”.

Uma recente reportagem da revista Época (“Jovens redescobrem a fé”) cita dados da Fundação Getúlio Vargas para mostrar o atual fervor religioso dos jovens. Mais de 90% dos jovens brasileiros entre 20 e 24 anos declaram ter alguma crença. Em comparação com as outras faixas etárias pesquisadas, o número é o mais alto de todos. Dos jovens entre 20 e 24 anos, 14,16% se declararam evangélicos, 73,5% afirmaram que são católicos, 2,96% creem em outras religiões e 9,38% se definem como sem-religião.
Os dados obtidos pelo Instituto alemão Berelsmann Stifung, a partir de pesquisa feita em 21 países, coloca o jovem brasileiro como o terceiro mais religioso do mundo, perdendo para os nigerianos e guatemaltecos. Entre os jovens brasileiros, 95% se dizem religiosos e 65% afirmam que são profundamente religiosos.

Mas quem são, o que pensam e o que fazem esses jovens religiosos? E os jovens evangélicos?


A pesquisa “Juventude Evangélica: crenças, valores, atitudes e sonhos”,* feita pela Editora Ultimato em julho de 2010, responde parcialmente a essas perguntas. Os resultados não podem ser generalizados. O que se tem é o retrato parcial de uma das juventudes evangélicas: jovens direta ou indiretamente ligados à editora. A esse viés se juntam a metodologia usada para a pesquisa (internet) e -- derivado de sua ligação com Ultimato -- o fato de se concentrarem nas igrejas históricas (apenas 19% são de igrejas pentecostais). Para exemplificar os contrastes entre essa amostra e a juventude em geral: entre os que responderam a pesquisa, a quantidade de jovens que estão cursando ou que já concluíram algum curso superior é de mais de 80% -- uma taxa inversa a da população brasileira total. (veja Passando a perna nas estatísticas).
Com isso em mente, é possível obter muitas informações e conclusões interessantes e surpreendentes!
A pesquisa

O questionário foi preenchido por 1960 jovens entre 13 e 34 anos. Todos os estados foram representados, sendo que os de maior representatividade foram São Paulo (20%), Rio de Janeiro (19%) e Minas Gerais (13%).
Ao todo, 61% deles moram com os pais -- quase a mesma porcentagem de jovens solteiros (68%). Dos motivos para a permanência na casa dos pais, 22% alegam não ter dinheiro para se sustentar sozinhos e 17% alegam ter um bom relacionamento com os pais e gostar da companhia deles. Entre os outros motivos alegados, alguns disseram não sair de casa porque ainda não casaram e alguns disseram que não podem sair porque apoiam a família financeira ou emocionalmente. Parece que eles estão cumprindo à risca a ordem: Deixará o homem a sua família...
Sobre ser jovem

As respostas às perguntas sobre a melhor e a pior coisa em ser jovem têm forte ênfase no futuro, como era de se esperar. A maioria respondeu que a melhor coisa em ser jovem é ter um futuro cheio de diversas possibilidades (65%). Quanto à pior coisa, 35% concordam que é a preocupação com o futuro e 32% acham que é a insegurança ou medo de tomar decisões. Apenas 2% acham que é não ter emprego e 3% que é o controle dos pais.

Entre as três atividades que mais ocupam os jovens nos fins de semana estão: ir à igreja (85%), navegar na internet (48%) e sair com os amigos (47%).

As três atividades de um fim de semana ideal são: ir à igreja (91%), sair com os amigos (63%) e sair com o namorado (44%). As atividades de lazer estão mais restritas à televisão e à internet. A comparação entre o que é considerado ideal e o que eles de fato fizeram no último fim de semana revela um pouco de suas ambiguidades. Nem todas as atividades consideradas ideais estão entre as atividades realizadas. As maiores discrepâncias são: apenas 9% acham que navegar na internet é uma atividade ideal, mas quase 40% fizeram isso no fim de semana; apenas 4% acham que assistir televisão é uma atividade ideal, mas 28% disseram ter feito isso no fim semana; e 44% disseram que sair com o/a namorado/a é uma atividade ideal, mas apenas 19% disseram ter feito isso no fim de semana.
Sobre militâncias

A maior participação se dá em grupos e movimentos jovens vinculados a igrejas: cerca de 79% dos jovens participam, 14% não participam, mas gostariam de participar, e apenas 4% não gostariam de participar.

A maior rejeição se dá com relação à participação em partidos políticos: 72% dos jovens não participam e não gostariam de participar.

Os dados sobre a participação em movimentos ambientalistas, voluntários em ONGs e em trabalhos comunitários colocam em evidência o potencial mobilizador das organizações sociais para tantos jovens com predisposição de serem voluntários. Estranha-se a porcentagem de 29% para os que não participam e não desejam participar de movimentos ambientalistas, já que esta é uma opção tão em voga atualmente. A participação (32%) somada à predisposição para participar em movimentos estudantis (28%) é um dado surpreendentemente alto.
Segundo os jovens, os três principais problemas do Brasil são a distância de Deus (44%), a desigualdade social (13%) e a má administração pública (12%). Houve grande concentração em uma resposta religiosa, enquanto problemas mais estruturantes tiveram um índice relativamente baixo.
Sobre personalidades

Os entrevistados foram solicitados a citar o nome de uma pessoa, conhecida do público geral, brasileira ou não, que eles admirassem. As respostas citam principalmente personalidades ligadas à política, esporte, artes e literatura. Apenas quatro pessoas foram lembradas por mais de oitenta jovens (equivalente a 5% dos entrevistados), o que mostra grande diversidade de opiniões.
O nome mais citado foi o de Marina Silva, admirada por 140 pessoas. Kaká foi citado por 119, Lula por 114 e Nelson Mandela por 81 pessoas.

Jesus foi lembrado por 58 e Bono Vox por 45. Martin Luther King Jr. foi citado por quarenta e Angelina Jolie, por 22.

Foram lembrados também os nomes de Cristovam Buarque (19), José Alencar (18), Silvio Santos (17), C. S. Lewis (17), Obama (17), Luciano Huck (13), Steve Jobs, Madre Tereza e Ayrton Senna (12), Bernardinho (11) e Lutero (10).
Dez pessoas disseram admirar o próprio pai. Ao todo foram citados 240 nomes.
Entre as pessoas mais admiradas, conhecidas no meio evangélico, foram citados 340 nomes, e a dispersão de votos foi ainda maior, o que demonstra mais uma vez a falta de unanimidade.

O mais citado é Silas Malafaia (105), seguido por Ana Paula Valadão (75), Kaká (56), Ariovaldo Ramos (53), Jesus (45), Ed René Kivitz (45) e Caio Fábio (43).

Algumas pessoas dizem admirar Ricardo Gondim (38), C. S. Lewis (29), Ronaldo Lidório (27), Fernanda Brum (27), Russel Shedd (25), Marina Silva (25), Billy Graham (24) e John Piper (23).
Dez pessoas disseram admirar o próprio pastor.
Sobre a vida

Entre os fatores considerados importantes para se melhorar de vida, os mais votados foram: ter a benção de Deus (96%), ter estudo (96%), trabalhar duro e ser dedicado (91%), falar bem (86%) e ter metas específicas (81%). Muitos concordam que é ser inteligente e talentoso (75%) e ter experiência (70%). Os resultados para as opções ter boa aparência (43%), ter amigos e parentes influentes (30%) ou sorte (17%) para melhorar de vida chamam atenção. Ainda que não sejam a maioria, esses dados apontam respostas pouco vinculadas à ética protestante. Seria uma influência do senso comum brasileiro?
Em relação às coisas importantes para a vida pessoal, ter fé (94%), ser honesto (89%), ser amigo e leal (87%) e ter uma boa relação familiar (86%) foram as mais votadas.
Ser trabalhador e responsável (77%), viver numa sociedade mais justa (59%), ter um trabalho que traga realização (58%) e ser estudioso (58%) também são coisas importantes.
Alguns concordam que é sentir-se útil para a sociedade (49%), aproveitar a vida (39%) e ter um diploma (32%). Poucos acham que é muito importante ter uma ideologia (18%), ter um corpo bonito e saudável (9%) e ter muito dinheiro (4%).

Menos de 1% dos jovens acha que ser uma pessoa famosa é algo importante. Porém, para a resposta “ter um corpo bonito e saudável”, quando se soma o que é considerado ‘muito importante’ ao que é considerado ‘importante’, a análise é outra: a concordância sobe para 63%. Tal porcentagem confirma a exigência dos processos seletivos atuais e mostra que a aparência física tem sido considerada pelos jovens como um critério levado em conta nos processos de recrutamento de pessoal.

A revista Superinteressante (janeiro de 2010) traz na reportagem “A arte de se vender” um desastroso conselho: “Largue os livros e vá agora mesmo para a academia de ginástica: pode ser bom para a sua carreira”. Para endossar, cita dados de pesquisas: cada ano de estudo aumenta em 15% o salário de um profissional, mas pessoas consideradas bonitas ganham, em média, 18% a mais do que as feias. E ainda: segundo um estudo da Universidade de Flórida, cada centímetro a mais de altura rende 600 reais de salário adicional por ano.
Sobre os medos

A maioria dos jovens (83%) diz se sentir feliz a maior parte do tempo. Cerca de 44% sofrem continuamente com a ansiedade, 22% sofrem continuamente com a instabilidade emocional, 5% sofrem com depressão e 5% com alguma fobia.
Apenas 27% dos jovens dizem não ter medo de nada. Entre os 69% que assumem ter medo de algo, o medo de fracassar, de não conseguir alcançar as metas estabelecidas, de decepcionar as pessoas, de não ser bem-sucedido, de fazer escolhas erradas e falhar na vida é percebido em cerca de 270 respostas.

Medos relacionados com não ouvir a voz de Deus, não obedecer, sair dos caminhos de Deus, decepcionar Deus, aparecem em cerca de 180 respostas.

Cerca de 115 pessoas mencionam o medo de perder alguém querido, cerca de 109 pessoas têm medo de ficar sozinhas, cerca de 92 pessoas têm medo da violência (incluindo estupro, assalto e sequestro) e cerca de 84 pessoas têm medos relacionados ao futuro. Cerca de 76 pessoas citam o medo de ficar velho, doente, pobre, inválido ou desempregado. O medo da morte aparece em cerca de 39 respostas. Medos relacionados com a família (não casar, ter um mau casamento, se divorciar, criar filhos etc.) aparecem em 32 respostas. Algumas pessoas citaram medos físicos: trinta pessoas dizem ter medo de insetos e 26 dizem ter medo de altura e lugares fechados. A pesquisa incluiu também uma pergunta sobre sonhos. (Veja Altos papos)
Sobre a conversãoQuanto ao perfil religioso dos pais, 61% dos jovens têm pai evangélico e 81% têm mãe evangélica. 19% têm pai católico e 11% têm mãe católica. Menos de 2% têm pais espíritas ou de religiões afrobrasileiras.

Sobre os fatores que ‘influenciaram muito’ a conversão dos jovens, os mais citados são uma formação familiar cristã (48%), a leitura da Bíblia (47%), conversas e convívio com amigos, conhecidos ou familiares (42%), nascer num lar evangélico (41%) e a pregação (40%).

Alguns citam acampamentos (37%), ministérios voltados para a juventude (34%) e alguma expressão artística (25%). Poucos consideram como fator de influência para a sua conversão o contato com pessoa até então desconhecida (12%) e algum material evangelístico impresso ou programas de televisão ou rádio (9%).
Quando a estes são adicionados os percentuais dos jovens que responderam sobre os fatores que ‘influenciaram’ a sua conversão, a leitura da Bíblia sobe para 81%, a pregação para 71% e a conversa com amigos e familiares para 70%. Ministérios voltados para juventude, opção que estava em 7º lugar (com 34%), sobe para 4º lugar (com 60%).
Sobre a igreja

Dos jovens entrevistados, 60% são provenientes de igrejas tradicionais e 19% de igrejas pentecostais. Cerca de 21% são de outras linhas. Caso não fossem de igrejas pentecostais nem tradicionais, os jovens poderiam descrever como é sua igreja.

É nítida a tentativa de mesclar tradicional com pentecostal e pelo menos 52 expressões usadas denotam tal esforço.

Eis alguns exemplos:
  • Tradicional com toque pentecostal
  • Acredita nos dons e no estudo da palavra
  • Busca o equilíbrio entre a tradição e o avivamento
  • Doutrinariamente tradicional, renovada nas práticas religiosas
  • Evangélica, carismática e histórica
  • Meio a meio
  • Nem apegada a tradição nem pegando fogo
  • Neo-ortodoxa de pentecostalismo tradicional
  • Calvinistas que têm vários dons do Espírito Santo
  • Um pouco de tudo, vive missão integral.
Dois jovens desabafaram: “Essa divisão é um pouco simplista, não?” e “Não suporto essas definições, não têm sentido”.
Quando perguntados se já mudaram de denominação, cerca de 64% responderam que nunca mudaram, 23% que mudaram uma vez e 4% que mudaram três vezes ou mais. É um número considerável, ainda que, entre os que já mudaram, cerca de 21% o fizeram por questões geográficas (mudança de bairro, de cidade, de país) -- o que nada tem a ver com a insatisfação com a igreja. Entre os outros motivos, 21% mudaram porque a denominação não correspondia às necessidades espirituais, cerca de 20% porque discordavam das questões doutrinárias, 17% por falta de coerência entre o que a igreja/denominação pregava e as atitudes das pessoas, 16% por influência de familiares e amigos, 10% porque a denominação não correspondia às expectativas sociais, emocionais ou relacionais, 7% porque não se sentiam acolhidas, e 4% porque não concordavam com a forma dos cultos (liturgia).
A despeito disso, os jovens parecem satisfeitos com a igreja na qual congregam: 73% acham que os pastores têm uma vida coerente, 73% acham que as pregações são ricas em conteúdo bíblico, 71% acham que as pregações são cristocêntricas, 65% acham que as pregações são relevantes e pertinentes ao contexto do mundo atual e da comunidade local, 64% acham que a linguagem é acessível aos jovens, 60% acham que as pregações são voltadas às necessidades espirituais e 51% acham que os visitantes são bem recebidos.
Metade (50%) acha que a igreja se envolve com missões transculturais, 48% acham que a igreja se envolve socialmente com a comunidade em que está inserida, 47% acham que a liturgia/ordem do culto é aberta/flexível à participação de todos, 46% acham que a igreja se preocupa com a saúde emocional dos participantes, 43% acham que a igreja se envolve com ações de misericórdia e na busca por justiça e 42% acham que os membros acolhem uns aos outros. As piores avaliações estão em sua maioria relacionadas à missão da igreja com os de fora. Um dado importante!

Os jovens foram perguntados sobre suas funções na igreja. Era possível marcar mais de uma opção e constatou-se que vários exercem funções simultâneas.

Dos 1960 jovens que responderam à pesquisa, 873 estão envolvidos com a área de música (louvor, coral, conjunto ou instrumentista), cerca de 611 são líderes de grupo de jovens, adolescentes ou casais e cerca de 578 são professores na escola dominical. Cerca de 233 são líderes de célula ou grupo nos lares, cerca de 159 são líderes ou membros de conselho missionário e cerca de 148 são líderes ou membros de conselho de ação social. Chama atenção o alto número de jovens líderes e formadores de opinião.
Sobre crenças

Constatou-se que 97% dos jovens acreditam no Deus trino (menos de 1% não acredita ou não soube responder), 91% acreditam em Jesus 100% Deus e 100% homem (2% não acreditam e 4% não souberam responder), 95% acreditam no nascimento virginal de Jesus (1% não acredita e 1% não soube responder), 97% acreditam na atuação do Espírito Santo (menos de 1% não acredita ou não soube responder), 96% acreditam na Bíblia como regra de fé e prática (1% não acredita e 1% não soube responder), 94% acreditam na existência do Diabo e dos demônios (2% não acreditam e 1% não soube responder), 96% acreditam em curas milagrosas (3% não sabem e 2% não acreditam).
Até aqui, o grau de concordância supera os 90% e o nível de descrença é menor do que 3%. Constatou-se ainda que 90% acreditam na imortalidade da alma (4% não sabem e 3% não acreditam), 84% acreditam na ressurreição do corpo (6% não acreditam e 6% não sabem responder).

A soma dos dados não é desprezível e confirma a tese de N. T. Wright de que a resposta cristã clássica à questão da mortalidade e do além é mais desconhecida do que rejeitada.

Constatou-se ainda que 84% acreditam na atualidade de todos os dons do Espírito Santo (7% não sabem e 6% não acreditam). Esses resultados revelam jovens com convicções firmes e conservadoras do ponto de vista da doutrina.
E eles têm também convicções bem ortodoxas com relação ao sincretismo religioso. Ao serem perguntados sobre a influência que outras crenças têm em sua vida (energias, aura e astral, duendes e gnomos, encarnação/vidas passadas, astrologia, espiritismo, contato com os mortos, parapsicologia e ocultismo), menos de 1% dos jovens responderam que tais crenças não têm influência em sua vida. A exceção é a astrologia, que parece influenciar 3% dos jovens.
Sobre disciplinas espirituais

Os jovens foram solicitados a indicar a frequência com que praticam certas disciplinas espirituais.
Surpreende o fato de que o número dos que fazem suas orações a sós, ‘sempre’ e ‘quase sempre’ (62%), seja menor do que o número dos que contribuem financeiramente, ‘sempre’ e ‘quase sempre’ (69%).
O nível de leitura da Bíblia (‘sempre’: 28%, ‘quase sempre’: 34%) não está satisfatório, ainda mais quando 8% responderam não lê-la ‘nunca’ ou ‘quase nunca’. Parece que, pelo menos nesse caso, o vaticínio “como nossos pais” infelizmente não se cumpre... As disciplinas mais frequentes são: orar antes das refeições (81%) e fazer orações intercessórias (76%). A frequência à escola dominical pode ser considerada alta (62%) quando se ouve que muitas igrejas têm sofrido com a pequena frequência e outras têm até extinguindo tal programação.

A evangelização de parentes e amigos é a disciplina devocional colocada entre as últimas (os que a praticam ‘sempre’ e ‘quase sempre’ somam 39%).

Sobre a conduta pessoal

Foi pedido que os jovens marcassem o nível de concordância com algumas afirmativas relacionadas à sexualidade e, em seguida, respondessem sobre sua conduta pessoal. Entre os que responderam, 86% concordam que a conduta cristã não apoia o sexo antes do casamento, 76% dos jovens dizem estar pessoalmente comprometidos com essa conduta e 8% não se comprometem. Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, 94% concordam que a conduta cristã não apoia tal comportamento, 90% dizem estar comprometidos com a conduta e 3% não se comprometem. Quanto à afirmação de que a conduta cristã ensina o não envolvimento com a pornografia, 94% concordam.
Com relação à conduta pessoal, a porcentagem cai mais do que nas outras questões: 75% dizem estar comprometidos e 10% não se comprometem. Com relação à prostituição e ao adultério, 96% concordam que a conduta cristã reprova essas práticas, 81% dizem estar comprometidos com essa conduta e 2% não se comprometem. Com relação ao casamento entre pessoas da mesma fé, 85% concordam que a conduta cristã recomenda isso (porcentagem surpreendentemente alta, praticamente igual à afirmativa de que a conduta cristã não aprova o sexo antes do casamento) e 77% disseram estar comprometidos com esta conduta.

Esses dados mostram uma juventude conservadora, com valores muito diferentes da juventude em geral. Basta citar a recente reportagem da revista Veja (‘A geração tolerância’), segundo a qual hoje 60% dos brasileiros declaram achar a homossexualidade natural.

Também apontam para uma direção diferente de algumas pesquisas feitas entre evangélicos, como a que foi feita com jovens de 22 diferentes denominações, frequentadores regulares de igreja, a maioria solteira. De acordo com ela, 52% deles já haviam feito sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média com que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e 16 para as moças.
Sobre o aborto

Quando perguntados sobre os motivos que justificam um aborto, 46% disseram que nada justifica -- porcentagem bem mais alta do que a média nacional (segundo pesquisa do Ibope sobre o aborto, realizada em 2003, apenas 31% da população acha que ele deveria ser proibido em qualquer caso). Cerca de 40% acham que o aborto é justificável quando a vida da mãe corre perigo, 12% acham que é justificável quando o bebê pode nascer com defeito ou doença, 2% acham que a falta de condições financeiras justifica um aborto e 1% acha que qualquer motivo justifica um aborto. Cerca de 11% não quiseram ou não souberam responder. O aborto em caso de estupro, já previsto na lei brasileira como algo legal, não estava entre as opções.
Sobre bebidas e drogas

Sobre o consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens, 32% bebem esporadicamente, 27% apenas experimentaram, 19% nunca experimentaram, 14% não bebem mais e 5% bebem nos fins de semana. Sobre o cigarro, 69% nunca fumaram, 21% apenas experimentaram, 6% não fumam mais e menos de 1% fuma todos os dias, esporadicamente ou nos fins de semana.
Quanto ao uso de remédios de tarja preta sem prescrição médica, 90% dizem nunca ter experimentado, 3% apenas experimentaram, 3% não usam mais e menos de 1% usa esporadicamente ou todos os dias. Quanto ao uso de drogas ilícitas, 88% dos jovens nunca experimentaram, 6% apenas experimentaram, 3% não usam mais e menos de 1% usa esporadicamente ou nos fins de semana.
Sobre o futuro

Igrejas, ministérios, organizações e denominações têm se voltado para a juventude evangélica. A necessidade de uma linguagem específica para este público, a renovação das lideranças, o potencial conflito entre gerações, o desejo de resguardar os jovens dos apelos mundanos são alguns dos motivos para tal olhar.
Como ficou evidente nos resultados da pesquisa, os jovens vêm de fato ocupando espaços importantes como promotores do reino de Deus. Muitos se sentem chamados e desejosos de servir a Deus em ministérios específicos, em missões e em suas profissões. Outros, talvez mais convencidos do que a geração anterior sobre as consequências do mandato cultural, sentem-se vocacionados a servir a Deus na arte, política, ciências sociais, música, literatura etc. Estes precisam de oração, “envio” e acompanhamento tanto quanto aqueles.

Alguns jovens naturalmente desejam introduzir novidades na Igreja: na forma de se relacionarem, nas noções de autoridade e hierarquia, na liturgia etc. Eles precisam ser escutados e, algumas vezes, confrontados.

Os jovens que estão titubeantes na fé devem ser, primordialmente, acolhidos. Eles precisam de espaço para questionar sem ser rechaçados, buscando assim respostas em campo seguro. Os que vivenciam conflitos por causa de sua conduta moral precisam de abertura para conversas francas. Os que buscam a igreja principalmente como espaço de apoio emocional precisam ser desafiados a uma fé mais profunda.
Em todos os casos, a Igreja precisa fazer questão de estar com os jovens. E os jovens precisam fazer questão de estar com a Igreja, com toda a sua diversidade. Jesus planejou uma Igreja intergeracional, em que velhos, adultos, jovens e crianças compartilhem entre si suas experiências únicas e adorem a Deus juntos com a humanidade e a grandeza próprias de cada fase da vida.
O tempo não para; os jovens, sempre os teremos conosco. Cada geração levantará questões à geração seguinte. A respeito dos jovens e adolescentes de hoje, poderíamos perguntar:
Serão profundos conhecedores da Palavra de Deus? Serão corajosos o suficiente para assumir uma fé exclusiva, num ambiente cada vez mais plural? Deixarão que as marcas de uma sociedade que se guia pelo mercado pautem as suas prioridades e suas agendas? Conseguirão não se deixar levar pela força de um evangelho adocicado, que faz bem apenas às emoções? Anunciarão o evangelho? Serão melhores promotores da justiça do reino? Estarão dispostos a sofrer por Cristo? Serão menos sectários?
Caminharão um pouco mais na direção da unidade da igreja? Permanecerão firmes na moral cristã? Não se divorciarão -- ou se divorciarão menos do que seus pais? Criarão seus filhos e suas filhas no caminho do Senhor? O que farão com a história das gerações que os precederam?

Essas perguntas podem contribuir para a pauta a ser elaborada pelas igrejas e ministérios ‘com’ e ‘para’ os jovens. Abrir-se para os jovens é abrir-se para o novo. E mesmo que o novo pareça ameaçador, ele é fonte de rejuvenescimento para a Igreja.

Nota
* A pesquisa foi enviada em 22 de julho de 2010 por e-mail a assinantes de Ultimato de até 34 anos e a outros assinantes, convidando-os a encaminharem aos parentes e amigos jovens da igreja em que congregam, e a líderes de ministérios jovens. Não era preciso se identificar e nenhuma questão era obrigatória. A pesquisa foi encerrada em 29 de julho de 2010.
Em www.ultimato.com.br/sites/jovem você encontra outros artigos e análises comparativas da pesquisa “Juventude evangélica: crenças, valores, atitudes e sonhos”.
Fonte: Revista Ultimato

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jovens cristãos e a crise de identidade nas universidades

Os desafios do cristão no ambiente universitário
A notícia sobre a pesquisa que identificou que nos Estados Unidos aproximadamente apenas 40% dos jovens continuam na igreja depois da formatura, e que apenas 16% dos calouros da faculdade se sentem bem preparados pelos ministérios de jovens de suas igrejas para continuarem na igreja depois do período escolar (CPAD News), coloca em debate a velha polêmica entre fé cristã e vivência universitária.
Estudo idêntico realizado em 2006 por Steve Hernderson, presidente do Instituto Consulting for Colleges and Ministries, também demonstrou que na época cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da igreja ao ingressar à universidade. A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi basicamente o mesmo.
Todavia, nesta nova avaliação, realizada pelo Instituto Juventude Completa, um ponto geralmente desprezado foi agora enfocado. Conforme relata a matéria, “os jovens não estão abandonando a sua fé por causa de um ambiente universitário hostil - como professores universitários e seus colegas que confundem suas crenças”. Para o professor associado de Sociologia na Faculdade de New Jersey, Tim Clydesdale, “o que muitos estudantes universitários estão fazendo, no entanto, é armazenar as suas crenças e práticas religiosas em um cofre de identidade”.
Em outros termos, o problema do desvio (ou esfriamento espiritual) dos adolescentes e jovens cristãos foi deslocado da pressão exercida pela educação anti-teísta (motivo externo), para a ausência de identidade cristã (manifestação pública da sua crença) por parte do próprio jovem (motivo interno).
Universidade: ambiente de desafios
O ambiente universitário sempre foi desafiador ao cristão. Ocorre que a própria vida cristã é por si mesma um enorme desafio. A questão é que a universidade possui a agravante de expor educacionalmente os crentes aos ensinamentos de [alguns] pensadores e filósofos ateus, agnósticos ou céticos que formularam críticas ferrenhas contra Deus e a Igreja, como é o caso de Voltaire, Nietzche, Bertrand Russel, David Hume, Michel Foucault e outros.
Como observou Phillip E. Johnson no prefácio do livro Verdade Absoluta (Nancy Pearcey, CPAD, p. 12), “cedo ou tarde o jovem descobrirá que os professores da faculdade (às vezes, até professores cristãos) agem conforme a suposição implícita de que as crenças religiosas são o tipo de coisa que se espera que a pessoa deixe de lado quando se dá conta de como o mundo de fato funciona; e que, em geral, é louvável ´crescer´ afastando-se gradualmente dessas crenças como parte do processo natural de amadurecimento”.
Além disso, o mundo acadêmico potencializa o risco do abandono da fé em virtude da nova percepção de vida que o jovem geralmente possui no período em que cursa o nível superior, que coincide com uma fase de busca de maior liberdade, independência e tentativa de rompimento com os paradigmas anteriormente vivenciados, principalmente a religião.
Não bastassem tais fatores, é possível mencionar ainda a influência negativa exercida pelas más associações (Sl. 1), resultado da amizade com pessoas destituídas de propósito e perspectiva de vida, os quais estão mais preocupados em “curtir” a vida por meio da sexualidade hedonista, consumo de álcool e drogas, ao invés de se dedicarem aos estudos.
A importância do estudo universitário
Apesar desses indicadores nocivos à vida cristã, [em parte] comprovados pelas pesquisas anteriormente mencionadas, a inserção do cristão nas universidades continua sendo algo vital. Utilizo a expressão “em parte” porque os estudos mencionados não traçam o paralelo para apontar o diferencial entre o abandono da fé cristã daqueles que ingressam no estudo de nível superior em relação àqueles que não ingressam. Tal paralelo seria importante para quebrar alguns mitos, afinal o percentual de jovens que abandonam a fé cristã independentemente de cursarem uma faculdade também é muito alto.
Frank Turek, que há pouco tempo debateu sobre esse tema nos Estados Unidos, conforme publicação do Christian Post, de igual forma concluiu que o abandono da fé também é gritante entre os que não vão para a faculdade. Turek ressalta que após o término do ensino médio é comum que jovens cristãos pretendam dar uma pausa para o seu relacionamento com a igreja. Ele afirma ainda que isso ocorre tanto em relação aos católicos quanto aos evangélicos, e que isso se deve em grande parte ao “cristianismo fácil e de entretenimento” tão pregado atualmente, o qual não incentiva as pessoas a desenvolverem uma vida cristã focada na verdade, mas sim na emoção.
De qualquer forma, reforço a afirmação de que a inserção do cristão no mundo acadêmico continua sendo algo vital, apesar das pesquisas. Isso porque, exatamente dos bancos das universidades estão saindo os líderes que irão influenciar culturas e ditar o(s) caminho(s) da política e da educação. Nesse sentido, se negligenciarmos o ensino de nível superior por causa do ataque à fé cristã, estaremos também negligenciando a necessidade de influenciar a cultura, a política e a educação por meio do evangelho de Cristo.
Parafraseando James Dobson, citado no livro As portas do inferno não prevalecerão (CPAD, p. 183) é possível dizer que: As crianças (e os jovens) são o prêmio aos vencedores da guerra social. Aqueles que controlam o que é ensinado aos jovens e o que eles vivenciam – o que vêem, ouvem, pensam e acreditam – determinarão os rumos do futuro da nação. Sob esta influência, o sistema de valores predominante de toda uma cultura pode ser redirecionado em uma geração, ou certamente em duas, por aqueles que têm acesso ilimitado aos jovens.
Preparando os jovens cristãos
Cientes desse cenário, ao invés de a igreja desestimular a ida dos cristãos para a universidade, precisa quebrar a velha e ultrapassada dicotomia entre fé e educação superior, preparando os cristãos a testificar sobre o Reino naquele ambiente. E felizmente isso tem sido cada vez mais frequente, com o surgimento de instituições que visam ajudar o cristão a viver a fé dentro do campus, como por exemplo a ABU – Aliança Bíblica Universitária e a Agência Pés-Formosos.
A preparação a que me refiro pode se dar em dois aspectos:
Primeiro, em relação ao ataque contra Deus e o cristianismo, o preparo precisa ser intelectual. Os jovens precisam receber educação cristã de qualidade, especialmente apologética, com vistas a rebater os argumentos que lhes são apresentados. Como bem escreveu Nancy Pearcey, “a apologética básica tornou-se habilidade crucial para a simples sobrevivência. (…) A tragédia é representada inúmeras vezes quando os adolescentes cristãos arrumam as malas, despedem-se dos pais e vão para universidades seculares, apenas para perder a fé antes de se formarem, tornando-se presas das mais recentes novidades intelectuais” (Verdade Absoluta, CPAD), p. 142).
Segundo, no que se refere à identidade do cristão, a preparação é eminentemente espiritual. O testemunho do jovem crente dentro da universidade decorre da sua comunhão com o Senhor, baseado em uma vida de entrega devocional irrestrita. Nesse caso, a espiritualidade vivenciada apta a produzir frutos não se contenta com o simples nominalismo, antes, deve estar consubstanciada em um compromisso verdadeiro de uma vida de dependência ao Senhor, oração e leitura da Bíblia. Nesse sentido, fazendo outra paráfrase, agora das palavras de Jesus, baseado em tudo o que já foi dito. Não peçamos para que Deus tire os jovens cristãos do campus (mundo), mas que os livre do mal (Jo. 17.15).
Valmir Nascimento

RENÚNCIA - O FILME

Renúncia conta a história de Nanda, uma jovem cristã que ao entrar na universidade conhece um mundo diferente, do álcool, das drogas, sexo e luxúria, distanciando-se da sua fé cristã. A partir daí a trama se desenrola de maneira a manter o telespectador ligado na tela e de forma a atentá-lo para a importância de uma vida pautada nos ensinamentos bíblicos, e de que nossas escolhas definem nosso futuro. O projeto Renúncia contou com mais de 300 (trezentos) voluntários, entre produtores, equipe técnica, atores e figurantes. As gravações começaram em fevereiro de 2010, mas desde abril de 2009 o projeto começou a ser idealizado, e tem previsão de lançamento para o 1º semestre de 2011. A grande surpresa é que o filme, que tem duração de aproximadamente 90 minutos, e deve sair legendado em português, inglês e espanhol, foi todo rodado no interior do Maranhão, na cidade de Imperatriz, e a fotografia do filme, acreditem, é surpreendente. O baixo orçamento do projeto não impediu que a produção trabalhasse com afinco e determinação para produzir um material de alta qualidade. Para o autor e roteirista do filme, Luaran Lins, o projeto é um grande sonho que nasceu no coração de Deus, a fim de levar um grande despertamento, principalmente aos jovens do Brasil. O diretor Gildásio Amorim diz que fazer um filme com um orçamento tão pequeno, só mesmo um milagre de Deus e a garra de todo o pessoal que trabalhou no projeto. Aguardem!!! Sua vida não será mais a mesma!.
Vejam trailer:

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

LIÇÃO 08 – O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS


INTRODUÇÃO

             Uma das principais atribuições de Neemias em Jerusalém foi liderar a restauração dos muros e das portas. Mas, esta não foi a sua única missão. Ele também foi o principal responsável em promover um grande avivamento e a conduzir o povo para mais perto de Deus. E, sem dúvidas, isso foi possível por causa da leitura do livro da Lei, e do propósito assumido pelo povo de ler e obedecer os mandamentos divinos estabelecidos na Palavra de Deus. Aprendemos com Neemias que o nosso compromisso com a Bíblia Sagrada deve ser prioridade, e que devemos obedecê-la, sem questionar, independente de toda e qualquer circunstância.   

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LIÇÃO 8 – O Islamismo – 15 A 17 anos

Islamismo: Resumo histórico e doutrinário pontos e contrapontos ao cristianismo

Queridos, durante esta semana estou voltando a comentar as lições de Juvenis e com um assunto muito difundido, mas pouco conhecido entre os cristãos, o islamismo que é a religião que mais cresce no mundo, principalmente no continente europeu, neste artigo tentarei resumir um pouco da história do islamismo concomitantemente a sua estruturação doutrinária, mostrando seus aspectos socialmente positivos e negativos.
O termo islã significa submissão absoluta e inquestionável do ser diante de Alá, ou seja, os islãs pregão a submissão absoluta a Alá em todos os termos. Esta ideia foi criada por Moḥammed Dali (mais conhecido como Maomé). Ele era um mercador que viaja pela região da Arábia e nessas viagens via o quanto o comércio de misticismo vendia, a idolatria entre as pessoas daquela região estava em alta e o mesmo notou que, este comércio deixava as pessoas meio sem norte, sem um rumo, pois para cada situação precisavam de um deus diferente, muito parecido com os santos da igreja romana dos nossos dias. Com isso, segundo o próprio islã, Maomé que era um devoto e gostava de peregrinar para fazer suas orações principalmente em Meca e montes circunvizinhos se consagrava. Durante uma dessas de suas consagrações, ele afirma ter tido uma visão do anjo Gabriel, ora já se conhecia o anjo Gabriel através das histórias do evangelho de Cristo, os próprios cristãos que passavam por estas caravanas que vendiam e compravam comentavam sobre o anúncio do nascimento de Jesus feito por este anjo através da tradição oral.

A partir dessa visão ele começa a arregimentar pessoas com sua “nova doutrina” que causa pouca repercussão e passa a ser motivo de chacotas, na realidade ele só consegue convencer alguns poucos pobres, muitos diziam “olha o tolo mercador!”, alguns dizem que a expressão ouvido de mercador vem daí, quando Maomé tentava pregar pra seus amigos mercadores eles nem davam ouvidos e usavam a mesma técnica que faziam aos clientes chatos. Mas, algum tempo depois suas pregações começam a atingir outros grupos sociais como a própria nobreza e estes começam a serem perseguidos pelos sacerdotes dos cultos dominantes da época, principalmente católicos, já que era no mesmo período do início da ascensão papal (século VII), por causa dessas perseguições Mohammed foge com seu grupo para Yatreb (Medina), ato ou fulga conhecida pelos islãs como Hégira, e esse é o período atribuído ao início do domínio islâmico (622 a.C.).
Lá em Medina Maomé se fortalece junto com seu grupo e cria a proposta da luta pela causa islâmica, ou seja, a conquista em nome de Alá chamada e conhecida como Jihad (Guerra Santa), inicialmente seria contra Meca e posteriormente a conquista de outras terras, os principais povos alcançados pela doutrina de Maomé nesta época foram os persas, gregos, sírios e turcos (até hoje essa doutrina permanece na Turquia que é vitima constante de conflitos com a Grécia).
Os mulçumanos (aqueles que se entregam a Alá), recolheram as informações orais passadas por Maomé a seus seguidores, cerca de dois anos após a sua morte e escreveram o Corão (livro sagrado islã, conhecido pelos ocidentais como alcorão), não como um complemento a Bíblia, mas em substituição a ela, servindo então de código moral, de justiça e de normas sociais entre os seguidores de Mohammed, muito parecido com a lei mosaica, mas com muitas distorções, pois o Corão apresenta Deus como um ser irado que tem sede por vingança religiosa e que mata fisicamente aqueles que não o querem seguir. O interessante é que durante as conquistas de terras os conquistados tinham três opções: a primeira consistia em pagar imposto e ser subserviente do governo de Alá, a segunda era aceitar totalmente a religião islâmica e se tornar mulçumano e a terceira morrer!
Segundo os historiadores mais conceituados o movimento islâmico tem influências do cristianismo e judaísmo, mas se formos observar as doutrinas islâmicas notaremos que, as distorções são gritantes tanto em relação ao cristianismo como ao judaísmo, o Corão prega que se alguém matar e morrer em nome de Alá terá após a morte um harém de 70 odaliscas, ou seja, para eles Deus permite a poligamia até no mundo espiritual.
Outro fator de sua doutrina, para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica. E precedido por Abraão, Moisés e Jesus como o profeta superior a estes, mas que Maomé não é divino, pois Alá é unicista (similar ao judaísmo), ou seja, só existe Alá como Deus e ponto final, já pra nós cristãos Deus é trinitário compondo-se de Pai, Filho e Espírito Santo.
Para os peregrinos muçulmanos existem cinco preceitos que jamais devem ser quebrados, já estão dogmatizados, como: A fé em Alá como único deus criador de tudo, Maomé como último profeta, cinco preces diárias, dar esmolas, peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida do seguidor de Alá e o jejum de trinta dias durante o Ramadã.
O Islã durante seu apogeu político teve alguns aspectos favoráveis, como: 1) Uma doutrina simples com um único deus que diferenciava das práticas pagãs da época e do cristianismo distorcido de Roma; 2) Oposição a idolatria e adoração de imagens de escultura e quadros pintados – prática comum da época; 3) Eles proibiam o uso da bebida alcoólica, um fto curioso é que muitos dos primeiros mulçumanos eram descentes dos Nazireus que não eram dado a bebida forte; 4) As terras que conquistavam investiam em boa literatura e produção literária, como também desenvolvimento da ciência e tecnologia, além de expandirem e totalmente extinguirem o sistema de numeração romana, como até hoje utilizamos a numeração arábica com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9; 5) Recusavam-se a mediação feita por homens, em conseqüência o homem tinha relacionamento direto com Alá sem precisar de sacerdotes ou outro tipo de mediadores como os santos que a Igreja Romana pregava!
Os aspectos mais negativos do mundo islã estão ligados muitas vezes a própria doutrina, na realidade são vários, mas vou comentar só seis destes: 1) A conversão por meio da espada, como anteriormente comentei eles obrigavam por meio da força a conversão ao islamismo, por isso muitos não praticavam de coração, mas por obrigação, o evangelho do Senhor Jesus é diferente, não é por força nem por violência, mas por livre escolha; 2) A religião era misturada com o poder político e isso acabou sendo motivo para destruição de massas incalculáveis de pessoas; 3) O conceito que eles tem de Deus é muito rude e isso amarga na boca de alguns, pois mostram-no como um tirano, insensível e que todos tem medo; 4) O Céu para eles é um antro de sensualidade, um lugar onde os prazeres sexuais são a principal atração, os homens tem direito a um sexo desenfreado e destituído de espiritualidade; 5) A desvalorização do sexo feminino, pois a mulher é tratada como objeto do prazer masculino, como alguém sem cultura e sem opinião própria, pois sua vontade está na do marido, o seu prazer deve ser inibido e deve ser sujeita como mais uma entre as esposas; 6) Para eles Jesus não faz parte de seu sistema de doutrina, pois para eles Jesus não é o Senhor do Reino dos Céus, mas um simples profeta inferior a Maomé.
Então, o islamismo é uma religião totalmente desvinculada do puro e verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, sua história mostra inúmeros fatores que são antagônicos as ideias bíblicas do Antigo e Novo Testamento, tirando o poder das mãos de Cristo e do Espírito Santo e atribuindo ao chamado profeta Maomé, este que se utilizou de um erro recorrente das culturas pagãs e manipulou textos retirados da Bíblia fazendo uma cópia “paraguaia” da Palavra de Deus.
Leiam esse pensamento de um garoto islã "O meu nome é Yasser, tenho 12 anos e só penso morrer por ALÁ. Não que eu acredite muito nele, até porque onde eu vivo até ELE não deve gostar muito. Há sempre pessoas a morrer, tiros de todo o lado, soldados a gritar, mulheres a serem espancadas, pedras a voarem.
Odeio viver aqui, nunca pude brincar com os meus amigos na rua e os únicos brinquedos que tive foram-me dados pelo meu pai.
Mas ele já cá não está, "está com ALÁ, e está muito melhor que nós", diz a minha mãe. Foi morto por um soldado israelita numa operação militar.
Mesmo depois da morte de meu pai a vida não era assim tao má como agora, a primeira intifada tinha terminado e prometia-se a paz, mas nada disso aconteceu.
Eu não esperava nada do que aconteceu no dia 3 de janeiro, o meu irmão Kalifa de 18 anos saiu logo de manhã de casa, eu estranhei aquilo, afinal Kalifa já não andava na escola e por muito que tentasse ninguém lhe dava emprego em Israel.
Poucas horas depois soube que Kalifa tinha tentado passar a fronteira com um cinto de 5 quilos de explosivos e tinha sido morto pelos soldados.
Agora vivo na casa de familiares da minha mãe porque o exército destrui a minha casa e vivo com mais 13 pessoas". (Retirado de Reflexões: Palestina).
 

 
 
 
 
 

Lição 8: Isaías. o Profeta de Jesus

Texto Bíblico:Isaías 7.14; 9.6,7; 11.1-7
Ao Mestre
Prezado (a), a lição de hoje nos apresenta o profeta messiânico Isaias.
Isaias exerceu seu ministério durante o reinado de cinco reis (Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés, sendo martirizado pro este ultimo), porém no inicio ele não tinha intenção de ser profeta. A mudança em sua vida se deu na época do falecimento do rei Uzias.
Era uma época difícil em Israel, muitos haviam apostatado da fé no Deus vivo. Não sabemos por quais conflitos Isaias estava passando, mas com certeza ele colocou em seu coração buscar a deus em oração, e foi assim que se deu seu chamado.
O cap. 6 do livro de Isaias descreve bem, a maneira como Isaias voluntariamente se dispõe a servir ao SENHOR: “Eis-me aqui, envia-me a mim”(v.8). Assim iniciou-se o ministério profético de Isaías:
·         Ele é considerado o maior profeta do Antigo Testamento;
·         Seu nome é mencionado no mínimo 50 vezes no Novo Testamento;
·         Transmitiu mensagens de juízo, mas também a da esperança para o ser humano – o Messias, o Salvador da humanidade nasceria de uma virgem.
Isaias é reconhecido como o profeta das mensagens mais belas e significativas do Antigo Testamento. Suas mensagens de julgamento divino estão balanceadas por incomparáveis palavras de conforto e esperança. As suas visões acerca do Salvador são as mais tocantes e mais claras de todo o Antigo Testamento.
Deus continue a abençoar o seu ministério. Boa aula!
Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a compreender o motivo pelo qual Isaias é chamado o profeta de Jesus. Explicando que segundo os estudiosos, Isaias é denominado de o profeta messiânico, exatamente porque é o profeta que mais falou acerca do nascimento e ministério terreno de nosso Salvador Jesus Cristo.
Exercitando a memória
“Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele será chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”..” (Is 9.6 – NTLH).
Em tempos de grandes trevas espirituais em Israel, e também de dificuldades econômicas e sociais. Deus prometeu enviar uma luz que brilharia sobre toda a terra. Um menino nasceria, uma crianças traria salvação, paz, direção estabilizadora a todos os que NELE cressem. Seu Nome é Maravilhoso, pois traz em si a esperança e a vida eterna a toda a humanidade.
Crescendo no conhecimento
Crianças, hoje iremos conhecer um profeta muito especial. Especial porque a ele foi dada a honra de falar mais sobre o nascimento e a vida do Senhor Jesus Cristo, o nosso Salvador, e isso há mais de 750 anos antes do nascimento de Messias. Já pensou? Quantos anos antes Deus já estava com tudo pronto? A cidade onde ELE nasceria, como seria seu nascimento, sua morte. Deus é Onisciente (sabe tudoo que acontece) e Senhor da historia (faz como lhe apraz).
Mas vamos conhecer um pouco da vida de Isaias. Ele trabalhava no palácio no reino do Sul, ou seja, em Judá. Certo dia enquanto orava ele viu o céu, e Deus preocupado em transmitir Sua palavra para as pessoas na terra perguntou:
— Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro?
Então Isaías respondeu:
— Aqui estou eu. Envia-me a mim!
Deus o avisou de que muitas pessoas não aceitariam a sua mensagem, mas que ele deveria falar assim mesmo. Isaias aceitou a chamada divina e iniciou o seu trabalho de profeta.
Isaías agora era reconhecido como um profeta por todo o povo, e o seu trabalho era contar às pessoas o que Deus disse. As pessoas não queriam sempre saber as palavras de Deus, mas Isaías nunca as ignorava.
Isaías pregou durante o reinado de quatro diferentes reis: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias.
O primeiro rei foi Uzias, rei que governava a terra de Judá, na cidade de Jerusalém, foi abençoado, no começo por Deus, mas depois ele se tornou orgulhoso e parou de obedecer a Deus. Por isso, ele se tornou leproso e viveu sozinho até a sua morte. Seu filho Jotão ficou no seu lugar.
Deus abençoou Jotão porque ele ouvia o que Deus falava por Isaías e pelos outros profetas. O filho do rei Jotão se chamava Acaz. Acaz não ligou para Deus, ele adorou ídolos e falsos deuses e fez com que o povo de Deus fizesse o mesmo. Isaías o advertiu, Acaz não escutou os avisos de Deus. Ele morreu com apenas 35 anos de idade.
Deus abençoou o próximo rei, o rei Ezequias, porque ele removeu todos os ídolos e deuses falsos, e adorou o Deus verdadeiro. Um dia, Isaías teve uma visão, (que é uma espécie de sonho quando você está acordado), e contou ao povo, coisas maravilhosas como sobre uma crianças que iria nascer, que seria um libertador forte e viria para salvá-los do pecado e de todos os inimigos. As pessoas judaicas chamavam essa pessoa de Messias. Apesar de eles estarem esperando Deus enviar o Messias, muitas pessoas viviam como se ele nunca fosse vir. Todas as coisas que Isaías disse sobre o Jesus está escrito na Bíblia e embora Isaías escreveu todas essas coisas centenas de anos antes de Jesus nascer, todas as coisas que ele escreveu vieram a acontecer exatamente como ele disse e escreveu.
Isaías disse que o próprio Deus daria um sinal, ele disse: “Eis que a virgem terá um filho, e ele se chamará Emanuel” (Is 7.14, essa profecia foi confirmada em Mt 1.23) . As pessoas sabiam que Isaías falava sobre o Messias, porque uma mulher não podia ser virgem e ter um filho, e Emanuel significa  “Deus conosco”.
Isaías disse: “Para nós uma criança nasce, para nós é dado um filho, e o governo estará sobre os seus ombros, seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da paz” (Is 9.6, Mt 2.2).
Isaías estava tão certo de que as promessas de Deus se tornariam verdade, que ele falou como se o evento já tivesse acontecido, isso é chamado de profecia. Isaías disse que o Messias seria grande e faria coisas grandes. Deus também disse a Isaías para dizer ao povo que o Messias iria sofrer, ser preso, condenado e levado para ser morto, por causa dos pecados do nosso povo e ser condenado à morte (Is 53.8, Mc 8.31).
Isaías poderia ter imaginado como o Messias poderia ser grande e poderoso e ao mesmo tempo fraco e ferido. Mas Isaías não discutiu com Deus. Ele apenas repetiu o que Deus lhe mandou dizer. Messias estava chegando e ELE viria para abençoar a todos e levar a salvação aos confins da terra.
Aplicação da Lição
Amado (a) enfatize aos pequenos assim como nos dias do profeta Isaias, da mesma maneira hoje Deus pergunta: “Quem irá dizer as pessoas que meu Filho, o Salvador do mundo já nasceu?”
E quase ninguém responde como Isaias. Vioc~e não quer hoje responder que você irá contar essa maravilhosa noticia para as pessoas?  Pois assim como o profeta Isaías proclamou o nascimento de Jesus, nós também devemos contar para as pessoas sobre Jesus.
Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – Edição 2003
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com crianças – APEC – Editora Hagnos – Edição 2009
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro - Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8º Edição/2009
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

LIÇÃO 8 – OS OBJETIVOS DA EQUIPE DE CRISTO

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
ØEntenderque como Corpo de Cristo, temos de cumprir a missão que Jesus nos confiou, é nossa responsabilidade continuar a proclamar as Boas Novas da Salvação.
Para refletir
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15 – ARC).
Antes de sua ascensão ao céu, o Senhor Jesus deu essa incumbência a todos os seus discípulos e a todos quantos o aceitarem como Seu Salvador Pessoal. Essa é a Grande Comissão, com a ordem de ir a todas as nações, pregando o Evangelho em todo o mundo.
Texto Bíblico em estudo: Mc 16.15-20.
Introdução
As Boas Novas do Evangelho foram deixadas na terra por Jesus, para toda a raça humana. Por isso, devemos ir por todo mundo, e não apenas para algumas regiões. O "Ide" é imperativo e não opcional. Este é o nosso chamado como corpo de Cristo, é a nossa responsabilidade: ir e pregar o evangelho.
Olhar para o mundo sob a perspectiva bíblica. Saber que Jesus morreu por todos os homens. Conhecer as necessidades do homem e ter verdadeira consciência das responsabilidades conferidas a cada de nós,  para mudar tal situação.
A maior meta do atleta cristão é Deus
Qual deve ser o lugar de Deus na nossa vida?  ELE deve estar em primeiro lugar.
Se assim fizermos, Deus estará presente em todas as áreas da nossa vida, e agirá através de nós em todos os momentos. Não se trata de lhe dar a prioridade, mas de estarmos NELE.
Muitos têm desejado posições sem ter caráter; Poder sem ter autoridade; e a presença de Deus sem pagar o preço.
Porém uma posição no reino de Deus só é possível uma vez que assumimos o caráter de Deus em nós mesmos. O poder de sermos testemunhas com manifestações de sinais e prodígios só é alcançado a medida que nós nos rendemos à autoridade do Espírito Santo (Zac 4. 6). Só se consegue a presença de Deus uma vez que pagamos o preço de termos um coração puro e mãos limpas. Tudo que desejamos está em Deus.
Como poderemos ensinar alguém o que não temos aprendido? Como poderemos guia-los onde não temos ido? O mistério do reino é, segundo a epístola de Paulo aos irmãos em Colossos, “Cristo em mim - em nós - a esperança da glória” - (Col. 1.27).
Lembre-se disso: “O mundo jamais notará que estivemos com Jesus se de fato não conhecermos a Ele.”
A missão pricipal da Equipe de Cristo é a evangelização
Para que o Ide do Senhor seja cumprido, deve existir em cada coração a disposição. Pois só assim as coisas caminharão e fluirão naturalmente. É importante haver a paixão pelas almas. Precisamos ansiar por ver o Brasil e o mundo se rendendo aos pés do Senhor. Enquanto existir alguém que não conhece a Deus, devemos ir até ela.
A grande comissãoé, sem sombra de dúvidas, a suprema tarefa da igreja. As palavras de Jesus Cristo, relatadas nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, apontam para alvo e objetivo que a igreja deva alcançar. Templos, escolas, orfanatos, asilos para idosos, creches e hospitais devem ser encarados no contexto da igreja local como acessórios, entretanto a evangelização dos povos deve ocupar a primazia dos recursos financeiro e pessoal. A igreja pode fazer tudo aqui na terra, mas se não fizer missões e evangelismo, não fez nada. Missões é urgente e importante!
A igreja fundada por Jesus Cristo é um organismo vivo, dinâmico e atuante neste mundo de miséria e pecado, mas para que isto ocorra é necessário canalizar mais recursos financeiros, colocando missões em primeiro lugar na administração e atividades da igreja, sem isto não estamos contribuindo de forma efetiva para divulgação do Reino de Deus aqui na terra.
Uma igreja só se envolverá de maneira séria e responsável com a Grande Comissão, quando estiver sob forte poder e unção do Espírito Santo. Na igreja primitiva, a evangelização atingiu o máximo quando vivia um avivamento sem precedentes até então, em outras palavras, o derramamento do Espírito Santo (At 2.1-4). Essa unção extraordinária modificou a estrutura espiritual de um grupo de homens assustados em verdadeiras brasas ardentes, e os levou a testemunharem do amor de Deus com o sacrifício de suas próprias vidas.
A liderança da igreja em Antioquia, vivendo o avivamento espiritual, era bastante sensível a voz do Espírito Santo (At 13), e enviou o que possuía de melhor em seu ministério para as missões transculturais, Barnabé e Saulo, isto porque existiam duas práticas lá hoje quase extintas: jejum e oração, além disso, essa igreja vivia o que ensinava: o amor, o quebrantamento espiritual e um profundo senso de responsabilidade pela Grande Comissão, amando as almas que ainda não tinham conhecimento do evangelho da salvação em outras etnias, isto levou esta igreja a se tornar o centro de missões mundiais na igreja primitiva.
As boas obras e a comunhão com nossos irmãos
A comunhão com Deus é a mais bela experiência que o homem conheceu. Esta comunhão produz paz e refrigério duradouro para a nossa alma que já está cansada. A comunhão com Deus transforma o homem, tirando dele a susceptibilidade, o egoísmo e o temperamento explosivo. O que Deus é hoje será amanhã e até a eternidade. Com suas misericórdias nos aceita tal como somos, fracos e falíveis; ignorando as nossas imperfeições sabendo que estamos dispostos a fazer a Sua vontade. Deus nos ama e nos dá valor e aceita o nosso amor, mesmo que imperfeito, quando este amor é sincero.
Ele ainda completa dizendo: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como Eu vos amei”.
 “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo o pecado”.( I João 1.7).A comunhão com Deus faz com que nós permaneçamos na luz, e sendo assim, temos a condição de fazer fluir o nosso amor para com o nosso próximo; principalmente termos os nossos pecados perdoados pelo sangue de Jesus.
A comunhão entre as pessoas é tão importante que Jesus determina que nos amemos uns aos outros. Este amor fraterno traz-nos alegria, alegria essa que promove a compreensão mútua, o bom entendimento, a harmonia e principalmente a solidariedade; um sentimento nobre que leva as pessoas se ajudarem mutuamente. “Seja constante no amor no amor fraternal. Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem saber, alguns hospedar m anjos”.(Hebreus 131-2).
Para se ter a comunhão com DeusÉ necessário nos inteirarmos da vontade de Deus e aceitá-la sem restrições. Uma vez que a vontade de Deus permanece em nossas vidas, o que devemos fazer é obedecer a sua palavra. EmI João 1. 5-6 está explicita a condição para a nossa comunhão e também a grande vantagem desta comunhão – o amor de Deus -“Mas se alguém obedece a sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou”.
Devemos orar sempre, e assim estarmos em constante comunhão com o nosso Deus, pedindo para nunca venhamos a perdê-la. Devemos também estar constantemente lendo a sua palavra, procurando entendê-la e saber qual a mensagem que a Bíblia tem para o seu coração. Devemos antes, usarmos a oração de Davi “Sonda-me ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. (Salmos 139.23,24)
Conclusão
Hoje quando se fala em crentes avivados logo se pensa em pessoas falando em línguas, batendo palmas, pulando, correndo, etc. Há até quem diga que “se não houver estas manifestações não há avivamento”. Nesta visão equivocada, muitos crentes têm criado um conceito errado sobre um crente avivado.
Avivamento é o ato sobrenatural de Deus na vida do crente que, abrindo seu coração para Ele, torna-se solo fértil para a produção do fruto do Espírito, do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais. Seu efeito é imediato: mudança de vida. O crente passa a glorificar a Deus em tudo (I Cor 10.31). Além disso, o crente se sente responsável pelo crescimento da Igreja e não se conforma com a imobilidade dos demais.
O crente avivado está sempre em busca de alternativas para o crescimento da obra do Senhor. O Avivamento Bíblico evidencia o amor pela Palavra, o arrependimento, a vida de oração, o interesse pelo evangelismo, e os dons espirituais. O verdadeiro Avivamento começa com o arrependimento sincero, como disseram João Batista (Mt 3.2), Jesus Cristo (Mt 4.17) e Pedro (At 2.8 e 3.19).
Buscando acordo com as idéias, o crente avivado é aquele que acompanha as organizações de sua igreja, que participa efetivamente, dentro do possível, de todas as atividades que a igreja promove, além de todas as tarefas que Deus tem lhe confiado, cumprindo o “Ide” de Jesus (Mc 16.15).
Desperte Equipe de Cristo, posicione-se diante de Deus para receber o avivamento genuíno, e cumpre o IDE de Jesus.
DINAMICA
LIÇÃO 8 – OS OBJETIVOS DA EQUIPE DE CRISTO
Brasa no Braseiro
Fonte: www.bernerartes.com.br
Tema:comunhão e participação
Material:braseiro com várias brasas acesas (pode ser uma churrasqueira pequena e carvão); 1 caixa de areia; 1 pinça.
Ao início da aula, o professor (a)  retira uma brasa do braseiro e coloca na caixa de areia, informando aos presentes que ao final voltará àquela brasa.
Segue-se a aula
Ao final chama-se a atenção para a brasa que foi isolada na caixa de areia. Ela está quase e/ou apagada, podendo até ser tocada com a mão, enquanto as demais, que se mantiveram juntas, trocaram entre si e mantiveram o calor.
Aplicação:
Assim como ocorreu com as brasas assim ocorre com a Igreja, a Equipe de Cristo, enquanto unidos pela comunhão manteremos aceso o "Fogo da Fé" e teremos poder para cumprir o IDE de Jesus, se entre nós falta a união e a comunhão “apagamos”, não temos forças, não mantemos acesa a chama do avivamento genuíno, não somos Igreja, não estamos em Deus.
Estar em Deus é amar o próximo, estar em Deus é cumprir a tarefa a nos confiados: “Ide... pregai o evangelho...”
                                                                  (Adaptação)
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.